Incêndios e calor extremo. Seguro apela a portugueses que sigam "todas as instruções" das autoridades
O presidente das República apelou a que todos tomem medidas de prevenção e sigam instruções das autoridades de saúde e proteção civil, devido ao calor extremo que se faz sentir em todo o país. António José Seguro revela que tem falado com o primeiro-ministro sobre as previsões de tempo quente.
O chefe de Estado pediu que os portugueses sigam "todas as instruções" que as autoridades nacionais vão emitir nos próximos dias para lidar com a onda de calor esperada e tenham "muito cuidado" na prevenção de incêndios.
"Deixo aqui um apelo para que todos nós possamos, em primeiro lugar, ter muito cuidado na prevenção, para evitar incêndios, e seguir todas as instruções das autoridades: quer de saúde, no sentido de boa hidratação e para que as pessoas mais vulneráveis se protejam dessa onda de calor, quer da Proteção Civil no que diz respeito à prevenção de incêndios", pediu António José Seguro em declarações aos jornalistas no final de um encontro com empresários portugueses em Paris.
O presidente da República afirmou que, perante a onda de calor, "as autoridades públicas têm uma responsabilidade", mas os cidadãos também.
"Cada um de nós, como cidadãos, também tem o dever de prevenir e fazer tudo, tudo, tudo, perante esta ofensiva desta onda de calor que está anunciada. E este é o apelo que o presidente da República dirige a todo o país", afirmou.
António José Seguro acrescentou que tem falado com o primeiro-ministro sobre esta matéria e recordou que o fenómeno dos incêndios tem sido uma preocupação sua desde que tomou posse.
"Tenho falado com o senhor primeiro-ministro sobre esse assunto", assegurou, recordando que, desde o início do mandato, "essa é uma preocupação".
"Aliás, manifestada também no relatório que elaborei durante a presidência aberta, sobre a situação de haver muito material de florestas que estão caídos", disse.
Contudo, o que considera "fundamental, é que todos nós possamos dar um contributo para a prevenção dos incêndios que podem ocorrer com esta onda de calor e para proteção dos cidadãos mais vulneráveis".
As autoridades de saúde preveem um aumento da mortalidade nos próximos dias, em que está prevista uma onda de calor, com temperaturas máximas que podem chegar aos 44 graus, disse hoje a secretária de Estado da Saúde, Ana Povo.
A governante salientou que esta informação reforça a importância de antecipar medidas de prevenção e de proteção das pessoas em maior risco, como idosos, crianças, grávidas e pessoas com doenças crónicas.
Os distritos de Lisboa e Setúbal vão estar sob aviso vermelho por causa do calor a partir de quinta-feira, estendendo-se na sexta-feira a Coimbra e Leiria, segundo o IPMA.
O aviso vermelho é o mais grave e surge numa altura em que Portugal entra num período de temperaturas elevadas, com máximas que podem chegar aos 44 graus e mínimas entre os 24º e os 28º.
C/Lusa